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BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Bhutani, Corsican, Sexo, Sexo



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Jornalismo e atualidades


A sensação do dever cumprido

            O mundo está em total expectativa: Copa do Mundo na Alemanha.

Um monte de gente vestida com as cores do Brasil. Que bacana né? Detalhe meu primeiro porre foi quando o Brasil ganhou da Itália em 1994, ainda morava em Jacarepaguá. Tenho apenas duas lembranças deste dia: a primeira é que dancei pagode (Eu detesto pagode) e a segunda, e última, refere-se a um indivíduo que passou por nós gritando: É Treta! É treta!

Sim, ele estava falando errado aos quatro cantos da festa, nem se importando em fazer com que metade das pessoas morresse de rir, já a outra metade nem deve ter percebido o erro do eufórico torcedor carioca-nordestino.

E o Brasil elegeu FHC naquele mesmo ano, para o primeiro dos seus dois mandatos a frente do país. Nunca gostei do FHC, e pelo visto, nunca vou gostar.

Engraçado como lembramos destas coisas. Lembro que quando criança adorávamos ficar reunidos, em família, quando a luz elétrica acabava. Fazíamos isso muito quando íamos passar o final de semana na casa de um casal de amigos dos meus pais em Niterói. Sem luz, todos reunidos, contávamos piadas, ríamos, conversávamos. Hoje em dia, chego em casa morto e quase nem dou boa noite ao meu irmão que mora comigo.

O que uma tem a ver com a outra? Copa do Mundo (FHC, “treta” e primeiro porre) e meus finais de semana em família e sem luz? Pois bem, meu pai é a referência que tenho dessas coisas todas, ele falava de política e de sexualidade com uma naturalidade ímpar. Falava o necessário, mas se expressava o suficiente para que entendêssemos um simples piscar de olhos dele. Meu pai morreu há 16 anos, eu tinha 12. Trabalhei desde então para ajudar em casa.

Imagino o que os pais de hoje em dia conversam com seus filhos. Não sei por que não tenho pai em casa, nem tão pouco, filho. Mas espero muito que falem de política, de futebol, que expliquem o que o Lula fez (Não esquecendo do FHC e toda a sua turma), fale do primeiro porre, não seja hipócritas quando se referirem ao sexo (meu pai nunca foi) e que abracem mais seus filhos, e dêem menos tênis de marca, celulares ultra modernos e que, quando forem viajar, levem sues filhos para conhecer museus, monumentos históricos, e não só comprem MC Donald’s para os futuramente obesos – desculpe o humor negro, mas é a realidade!

Meu pai não era santo e às vezes, era muito limitado nos seus pensamentos e ponderações. Mas em suma, era um pai bacana e presente. Dever cumprido, sabe como?



Escrito por Marcinho às 11h59
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O que eu ia escrever mesmo?

            O país inteiro discutiu recentemente um certo documentário, antes cult, agora pop, que retratava o cotidiano de meninos e meninas carentes envolvidos no tráfico de drogas das grandes cidades brasileiras. - Que me perdoem o bairrismo, não se trata só do Rio de janeiro – Até que enfim mostrou-se que nem só a capital ex-maravilhosa brasileira é reduto do tráfico.

Qual seria a minha intenção em escrever sobre isso mesmo, hein? Enfim!

Ponto para MV Bill, e muitos outros para o Fantástico que mostrou o documentário, tudo bem que o Faustão cagou no assunto ao levar o único sobrevivente no programa “trash” dele – Mas surtiu efeito, muita gente descobriu que o tráfico de drogas não é só tema para filme do Fernando Meirelles. E mais que isso, muitas crianças se matam em pouco tempo de trabalho – E olha que nem é do estresse que algumas carreiras lícitas causam aos seus novos profissionais sedentos pelo reconhecimento profissional.

O Brasil está pasmo com ele mesmo. Mas ninguém faz nada. Tem até deputada que dança no Congresso... Podre esse fato! Mas fazer o que, O Palocci é ouvido em casa pela Polícia Federal... E o caseiro, hein?

Arrasa!

Muita coisa me deixa nervoso, até porque fiz uma prova ontem de História da Arte, obras de arte são chatas demais, mesmo quando se estuda o motivo delas serem consideradas obras de arte – Minha professora é um encanto, mas confesso que a matéria é chata! O que eu queria escrever mesmo?

O telefone não pára de tocar, estou com fobia de telefone. Sem contar que estou tentando escrever e não consigo terminar o texto. Minhas pautas. Nossa, tenho duas para entregar hoje. Percebi que o que antes eu fazia como algo único, se tornou máquina pesada de escrever frases, entende? Agora tenho que entregar textos, muitos, rapidamente.

E o caseiro, hein? Deve ter entrado numa grana. A secretária do Marcos Valério sumiu. Graças a Deus, mulherzinha chata. Falou, falou... e não disse muita coisa. Sabe quando eu voto de novo no Lula? É nunca! Cara nunca sabe de nada. Vê se vai saber governar?!

Então, o que eu ia escrever mesmo?



Escrito por Marcinho às 10h30
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Por quanto tempo consigo escrever?

            Depois de anos escrevendo nada demais, bobeiras afins, coisas sem sentido (ou com sentido limitado aos meus), resolvi retornar à difícil tarefa de escrever qualquer coisa, a qualquer momento, como se fosse algum flash televisivo sem sentido, dando informação ou informação alguma.

Como diria o verso da canção que embala o romance dos protagonistas do filme “A Máquina”, que eu não vi, “Se avexe não, que amanhã tudo pode acontecer, inclusive nada!”, posso retornar a escrever, e bem, como posso desistir após a primeira “teclada”.

Como um rapaz de quase 28 anos, que não sabe dirigir, não sabe cozinhar (Mas faço um bolo daqueles de massa pré-pronta que fica “comível”), não sabe lavar roupa, nem ligar o DVD, não viajou para fora do país e nem tão pouco, se casou, pode escrever algo prático e relevante? E olha que nem citei filhos, nem em sonho – Eles fazem barulho (Humor negro terrível o meu).

Uma vida repleta de tentativas, um bocado de expressões copiadas e um montão de perguntas sem respostas. Pois então é este o meu portifólio que apresento a mim mesmo, para me forçar a escrever sobre o que vejo, sinto e leio – Ah, sim. Leio bastante.

Não gosto da banda Calypso. E se você quiser saber o motivo, eu te direi que uma banda que é envolvida na polêmica de um suposto bebê recém-nascido com três olhos, bigode, dentes e que fala mal da própria referência atual do Pará, não pode ser levada a sério. Não se situou no assunto em questão? Pois então nem tente, é tão absurdo que nem vale a pena.

Big Brother Brasil tem alguma função na Tv atualmente? Antes era divertido ver as brigas, mas na última edição todos quiseram ser algum ex-participante bem sucedido. Vai me dizer que a Mariana não tem um que de Graziela misturada com Manuela (A do Thirso)?

Muitas situações engraçadas que gostaria de escrever, mas sinceramente? Eu se fosse você não leria nada! Vai perder seu tempo, ah falei.

Mas se quiser ler, sinta-se à vontade – Mas eu avisei!



Escrito por Marcinho às 13h18
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